28 de mar. de 2010

EMERGÊNCIA E A SÍNTESE ELEMENTAL: EQUINÓCIO DE MARÇO 2010


EMERGÊNCIA E A SÍNTESE ELEMENTAL: EQUINÓCIO DE Março 2010

Arcanjo Miguel por Celia Fenn- Março de 2010


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Amada Família de Luz, você está realmente passando por energias profundas de Transformação e Mudanças. Desde as ativações das Grades da Rosa Sagrada e dos Portais 11:11 de 2009, e a poderosa atividade Lunar e Solar dos dois primeiros meses deste ano, você de fato sentiu a Aceleração do pulso Cósmico como é recebido na Terra. Isto está afetando as grades Magnéticas do Planeta e os padrões do clima em ambos os hemisférios. Esta é uma mudança poderosa, e faz consigo grandes bênçãos, mesmo estejamos experimentado agora mesmo, de maneira estressantes e difíceis para muitos de vocês. Esses tempos passarão, e pelo menos até Equinócio de Março você terá recuperado o seu equilíbrio interior e exterior depois desta onda intensa de energia Cósmica.Queridos, o Equinócio de Março será algo 'de uma Emergência' nos próximos passos da sua evolução espiritual e física. Muitos de vocês irão se beneficiar das ativações contínuas e transformações que foram experimentadas na Glândula Pineal, nos Chakras de Coroa e Frontal e dentro do DNA. Você começará a notar que você está estabelecendo novas percepção e novos e maiores dons e habilidades capacidades à medida que Corpo de Luz recebe mais Luz e isto é transmitido às estruturas físicas do Cérebro, as glândulas Pineais e glândulas de Pituitárias e o Coração, especialmente a Glândula Timo e o Chakra do Coração. Isto vai se expandir e intensificará a sua capacidade de ver, ouvir e comunicar-se nas Mais Altas Dimensões e com a capacidade intuitiva aumentada.Isto significa, Queridos, que você tornará capaz de acessar os seus dons de empatia e telepatia mais claramente. Você começará a comunicar-se mais com o Coração e os Sentimentos, com a intuição, mais que com palavras. À medida que você entra nesses modos intuitivos de ser, você ainda apreciará os presentes de linguagem e das palavras, mas você ficará mais consciente da energia das palavras, e não 'no significado' no nível mental somente.
O silêncio ficará tão importante como palavras. A capacidade de estar em silêncio e de sentir a energia do Amor naquele silêncio se tornará mais importante nesta Nova Energia que você entrará após o Equinócio de Março.De fato, Amados, neste Equinócio de Março, a energia da Rosa Sagrado se estabilizará e abrirá, e estará Vislumbrando e Radiante, e iluminará o Planeta em uma Luz Dourada. Esta é a Luz Dourada do Amor Incondicional Ascendido, aquele que chamamos 'a Consciência Crística'. Isto é o Equilíbrio Perfeito entre o Céu e a Terra, expressando a Fonte do Amor Divino através da Forma Humana. De fato o encorajaríamos a fazer parte desta Cerimônia Sagrada desta data para celebrar o aterramento da energia de Cristo Cósmica e a sua própria ascensão rápida ou aceleração em novos modos de Ser.Aqueles de vocês que ativaram os seus 'Códigos do Gral' e ficaram receptáculos da Luz de Dourada do Amor Incondicional, também terão intensificadas suas habilidades de manifestar e curar.
A abertura da Rosa Sagrada e do Chakra da Coroa intensificarão a habilidade de ver e ouvir nos Mais Altos Níveis. Os Portais da Percepção serão totalmente abertos àqueles que estão despertos e prontos para emergir neste novo nível de ser e de viver. Queridos, vocês são os pioneiros, aqueles que acessarão essas novas capacidades para que toda a humanidade possa também descobrir o seu direito nato como 'Cálice Sagrado', o Veículo Físico para a Luz e o Amor do Espírito.Queridos, nós nos Reinos Angélicos pedimos que você se torne mais consciente de que você É. Como Anjos Humanos, você realmente de fato tem acesso ao grande poder pessoal que flui da Luz Divina. Isto é um poder que só pode ser usado para os Bem Maior de Todos. Ele é o poder de Amar, Curar, Manifestar, e Criar. Pedimos que o Aceite e o Receba, e que o Honre e o trate com Grande Respeito e Gratidão. Isto é o presente esteve por dois mil anos desenvolvendo-se dentro da Humanidade, e está agora nascendo em Você.Logo emergirá uma verdadeira compreensão da Nova Humanidade e os seus Dons de Amor. Esses presentes são presentes de Beleza e Amor, dos quais nada há para temer.
Muitos de vocês estão hesitantes em abraçar as suas capacidades por causa de ecos da vida passada de perseguição da expressão de tais dons. Mas saiba, que neste tempo, este tempo certo para você para aceitar que a habilidade de ser um canal de Milagres Divinos é o objetivo da Nova forma física dos Anjos Humanos Terrestres.
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A SÍNTESE ELEMENTAL: Março de 2010
Querida Família de Luz, nesta última aceleração das Freqüências de Luz, você experimentou muitos extremos do clima e condições terrestres e movimentos. Tem havido caos nos Reinos Elementais quando as energias surgiram entre o Coração Cósmico, o Coração Solar e a própria Terra. Os Elementais responderam do seu próprio modo com um desejo de purificar, curar e celebrar.Mas, Queridos, sugeriríamos de forma amável que este é o tempo que mais de vocês despertaram para as suas responsabilidades como Guardiões Terrestres e estabeleceram sociedade e relações de trabalho com a Natureza e as energias Elementais.No Equinócio de Março de 2009, você celebrou a Reconexão dos Elementais que permitiriam que você co-criasse a Nova Terra em parceria com os Elementass e com a Natureza. Mas, muito poucos de vocês estão trabalhando até agora com aquela sociedade. Na Nova Terra, você encontrará a Unidade com plantas, animais, minerais, bem como seus colegas seres humanos.
Os seus dons de comunicação e cura serão exercidos em sociedade com esses outros seres quem compartilham o planeta.Amados, cada um de vocês pode criar o que chamamos de 'biosfera', até na sua própria casa mesmo pequena como é. Isto é uma ‘esfera' de energia que é dedicada à sua relação com plantas, animais e minerais. Pode ser tão pequena como um vaso de planta e alguns cristais, que é a sua Ponte Sagrada para os Reinos Elementais, ou pode ser um Jardim que celebra a dança das Energias Elementais da Natureza.Tem havido muitos exemplos daquelas belas almas que aprenderam como comunicar-se com Animais e Natureza, e cultivar plantas com o amor pelo prazer e pela comida. Também, no passado, todos os Espaços Sagrados e os Templos foram adornados com belos jardins para celebrar a sociedade de trabalho entre Espíritos, Seres Humanos, Anjos e as energias Elementals. Você esqueceu disto porque muitos de vocês visitam Sítios Sagrados como turistas, e você não vê que uma vez que esses sítios foram lugares da grande sacralidade onde a Natureza foi mantida sagrada também.Nas suas cidades modernas, vocês esqueceram a natureza, e você vê árvores crescendo e plantas simplesmente como comida ou recursos. Mas, esses Seres Vivos foram criados para experimentar a Alegria e trazer-lhe a Alegria na sociedade Sagrada.Saibam, Queridos, que quando você entra totalmente na Sociedade Sagrada com a Natureza e as energias Elementais, você terá a capacidade de comunicar-se com eles. Isto significará que você saberá de extremos padrões do clima e você será capaz de modificar tais padrões pela cooperação entre os Elementais e os Humanos. Isto será uma cooperação de carinho e não uma manipulação agressiva em nome da 'ciência'. Os seus cientistas são percebidos pelo Reino Elemental como agressivos, hostis e faltantes no respeito à sacralidade da vida. É aguma maravilha que você vê no espelho quando contempla as assim chamadas 'catástrofes naturais'? Não seria tempo para começar a mostrar o respeito, a santidade, e o amor, para que essas energias possam ser refletidas?Amados, ao criar uma energia de 'biosfera' esta permite que você crie uma pequena esfera de energia onde a Natureza e a energia Elemental são respeitadas e amadas, e onde a energia Humana e a energia Elemental prosperem em conjunto. Essas várias 'esferas' começarão a ressonar em conjunto e se conectarão em uma grade do amor que fornecerá a fundação para relações mais amorosas e pacíficas com a natureza e as energias Elementais. Cada um de vocês pode contribuir, e na celebração de Equinócio de Março seria interessante convidar as energias Elementais e celebrar um ano de Parceria e Amor na Nova Terra.
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A SAGRADA UNIÃO E AS PARCERIAS NA ENERGIA DA NOVA TERRA
Queridos, nos próximos dois anos você será cada vez mais focado na energia das Parcerias e Relacionamentos, e especialmente na Sagrada União. Isto acontecerá porque enquanto você entra na Quinta Dimensão da Luz, você se tornará mais consciente do que chamaremos 'Modelo de Fractal da Unidade'. Isto é o Padrão Original da Criação, onde o Um se torna Dois, e o Dois se torna Um para poder criar. Sim, é um maravilhoso paradoxo que descreve os Pulsos e Ciclos da Dança da Vida.Então, você perceberá que a Essência 'da Unidade' é expressa na Diversidade e na Cooperação através da Parceria. Só experienciando a parceria o Poder do Um pode ser alcançado, se pela Sociedade Interior ou entre os exprimidos na Realidade Exterior como um Espelho da Dança da Vida. Então, você será cada vez mais focado em maneiras de expressar a Parceria em todos os níveis e em como estar em Parcerias que são a verdadeira expressão da sua Essência Interior do Amor Divino.Para auxiliar neste processo, o Corpo Celestial do Saturno no seu Sistema Solar está passando pela Sétima Casa de Libra, e ficará lá até o fim de 2012, com um resumo retrógrado em Virgem de meados de Abril a Julho deste ano. A Sétima Casa é o lugar de Parceria e União Sagrada, de Harmonia e Equilíbrio. O Saturno é o agente Reestruturação Energética, e neste período vindouro de dois anos você de fato experimentará uma completa reestruturação da idéia de União e Parceria para a uma freqüência de Harmonia e Amor além daquelas velhas energias de Poder e Troca Sexual.Todas as parcerias na Quinta Dimensão ressonarão 'com o plano' ou o modelo da União Sagrada, em Amor, Equilíbrio e Harmonia.Aqueles que buscam ativamente a intenção da Sagrada União em uma parceria da Chama Gêmea achará isso mais fácil de atingir. Eles serão apoiados pela Florescência da energia da Rosa Sagrada, e da Energia da Reestruturação que dissolverá finalmente os velhos padrões e permitirá o estabelecimento de Novos Modelos de Amor, Compromisso e Alegria na Luz.De fato, Amados, este é um tempo Abençoado de grande mudança, e você está vendo tudo o que você desejou e trabalhou começar a manifestar na Forma Física. Mas ainda há muito por vir, e pedimos a vocês que continuem mantendo a Luz em Alegria, Paz e Amor.Você é a Luz do Mundo!
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AS ENERGIAS DE MARÇO DE 2010
O Sol estará em Peixes até 21 de Março, quando ele se moverá para Áries. O Equinócio de Março, Primavera no Norte e Outono no Sul, cai no dia 20 de Março.A Nova Lua é no dia 15 de Março, e estará em Peixes. Neste período, quando a energia é regida por Netuno, o planeta de Amor Maior e Ideais, é um bom tempo para reafirmar o seu compromisso em servir à Luz e o Bem Maior o ano que está por vir.A Lua Cheia, em 30 de Março, estará em Libra, a Casa do Relacionamento e Parceria. Agora é o tempo para criar um Espaço Sagrado de Meditação para começar o seu próprio Processo de Reestruturação em suas Sociedade e Relacionamento no Alinhamento com o Equilíbrio, Harmonia e Amor da Energia da Nova Terra.
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Desejamos-lhe Alegria, Amor e Paz o Mês de Março!

24 de mar. de 2010

Celtas- Segunda Parte






De modo geral, o termo celta aplica-se aos povos que viveram na Grã-Bretanha e na Europa Ocidental entre 2000 a.C. e 400 d.C.. Eram civilizações da Idade do Ferro, habitantes sobretudo de pequenas aldeias lideradas por chefes guerreiros. Os celtas da Europa continental não deixaram registo escrito, mas conhecemos seus deuses através dos conquistadores romanos, que estabeleceram elos entre muitas dessas divindades e seus próprios deuses. Por exemplo, o deus do trovão Taranis era o equivalente do Júpiter romano, e várias outras divindades locais eram equiparadas a Marte, Mercúrio e Apolo. Os povos do País de Gales e da Irlanda também deixaram uma mitologia muito rica e muitas de suas lendas foram escritas durante a Idade Média.
A Mitologia Celta pode ser dividida em três subgrupos principais de crenças relacionadas.
Goidélica -
irlandesa e escocesa
Britânica Insular -
galesa e da Cornuália
Britânica Continental -
Europa continental.
É importante manter em mente que a cultura celta (e suas religiões) não são tão contiguas ou homogêneas quanto foram a cultura
romana ou grega por exemplo. Nossos conhecimentos atuais determinam que cada tribo ao longo da vasta área de influência céltica tinha suas próprias divindades. Dos mais de trezentos deuses celtas, poucos efetivamente eram adorados em comum.





Principais Deuses Celtas



DAGDA


Deus supremo do panteão celta parece ser Dagda (mas em certas regiões e épocas sua consorte Danu parece ocupar essa posição). O Dagda é uma figura paternal, protetor da tribo e o deus "básico" do qual outros deuses masculinos seriam apenas variantes. Deuses célticos são entidades não muito específicas e talvez devam ser vistos mais como preferências de cada clã do que como um panteão formal. De certa forma todos são semelhantes ao deus grego Apolo que era um deus ligado a várias áreas.
Contos
irlandeses descrevem Dagda como uma figura de força imensa, armado de uma clava e associado a um caldeirão (o Caldeirão de Sangue, que continha diversas propriedades mágicas).



DANU



Consorte de Dagda, o mais poderoso dos deuses celtas, Danu é a deusa da terra, da vida e da morte. É descrita como tendo três "faces" ou aspectos: Morrígan (Gralha da Guerra), Blodeuwedd (Dama das Flores, simbolizando a vida) e Brighid (A Mãe, simbolo da fertilidade). Danu é uma entidade tão relevante que o "grupo" de deuses tidos como mais poderosos são comumente designados como "Tuatha Dé Danann" - o povo de Danu. Seu nome aparece em muitos lugares conhecidos. Como o famoso rio Danúbio.





BELENUS



Belanus, também conhecido como Bellenos ou Bellenus, é o Deus Celta do Sol.
No dia
1 de maio (hemisfério norte) e 31 de outubro (hemisfério sul), é comemorado Beltane, ou Fogo de Bellenos, festival em homenagem a Bellenos.
Seu nome significa "brilhante", sendo o Deus do Sol e do Fogo dos irlandeses. Belenos dá seu nome ao festival de Beltane, ou Beltain, festa de purificação e fertilidade comemorada em 1º de maio no hemisfério norte. Belenos era ainda ligado à ciência, cura, fontes térmicas, fogo, sucesso, prosperidade, colheita e à vegetação. Era um dos principais deuses da
mitologia celta, mas era uma divindade mais regional, adorada principalmente no norte da Itália e na costa mediterrânea da Gália. Foi um deus associado a agricultura.



LUG



Lug (ou Lugh) foi um dos mais populares e difundidos deuses celtas. Várias cidades receberam o nome em sua homenagem. Ele é descrito em vários mitos celtas como um acréscimo tardio a lista de deuses, o último a integrar os Tuatha Dé Danann, após realizar várias proezas para ser considerado merecedor. Ele é sempre descrito como um homem jovem, armado de uma lança de arremesso. Realizavam em sua homenagem um festival chamado lughnasadh.





Outros Deuses


Os celtas adoravam um grande número de deuses dos quais sabemos pouco mais que os nomes. Entre eles deusas da natureza como Tailtiu e Macha, e Epona, deusa dos cavalos. Figuras masculinas incluiam deuses associados a uma enorme variedade de coisas, como Goibiniu, o fabricante de cerveja. Havia também Tan Hill, a divindade do Fogo.
Cernunnos (também chamado de Slough Feg, ou na forma latinizada Cornífero) é comprovadamente um dos mitos mais antigos mas do qual pouquíssimo se sabe. O escritor romano Lucano fez várias menções a deuses celtas como Taranis, Teutates e Esus que, curiosamente, não parecem ter sido amplamente adorados ou relevantes.
Vários deuses eram formas variantes de outros. A deusa galo-romana Epona parece ser uma variante da deusa Rhiannon, adorada em Gales, ou ainda Macha, adorada na região do
Ulster. Povos politeístas raramente se importam em manter seus panteões da forma organizada em que os pesquisadores gostariam de encontrar.


Templos


Frequentemente se diz que os povos celtas não construíam templos, adorando seus deuses apenas em altares em bosques. A arqueologia já provou que isto está incorreto, e várias estruturas de templos já foram encontradas em regiões célticas. Depois das conquistas de Roma sobre partes das regiões celtas, um tipo distinto de templo celto-romano se desenvolveu.


Ritos Celtas


Os primeiros celtas não construíam templos para a adoração de seus deuses, mas mantinham altares em bosques de (Nemeton) dedicados a serem locais de adoração. Algumas árvores eram consideradas elas próprias sagradas. A importância das árvores na religião celta pode ser mostrada pelo fato que o nome da tribo dos Eburônios contém uma referência a yew tree, e nomes como Mac Cuillin (filho de acebo), e Mac Ibar (filho de yew) aparecem nos mitos irlandeses. Apenas durante o período de influência romana os celtas começaram a construir templos, um hábito que foi passado as tribos germânicas que os suplantaram.
Escritores romanos insistiam que o sacrifício humano era praticado pelos celtas em larga escala e há indícios dessa possibilidade vindos de achados na Irlanda, no entanto a maior parte da informação sobre isso veio de rumores de "segunda mão" que chegavam a Roma. São muito poucas as descobertas arqueológicas que substanciam o processo de sacrifício e assim os historiadores modernos consideram que os sacrifícios humanos eram um acontecimento extremamente raro nas culturas Celtas.
Mas havia também, no entanto, um culto guerreiro centrado nas cabeças cortadas de seus inimigos. Os celtas muniam seus mortos de armas e outros pertences, o que indica que acreditavam na vida após a morte. Depois do funeral, eles também cortavam a cabeça do morto e esmagavam seu crânio para evitar que seu espírito permanecesse preso.
Nenhuma menção aos cultos celtas pode deixar de descrever os
druidas. Esses sacerdotes representam simplesmente a classe mais ou menos hereditária de xamãs, característica de todas as sociedades indo-européias antigas. Em outras palavras, eles são o equivalente a casta brâmane indiana ou aos magi persas, e como estes um especialista nas práticas de magia, sacrifício e augurio. Eles eram conhecidos por ser particularmente associados a carvalhos e trufas; essas últimas talvez usadas na confecção de medicamentos ou alucinógenos. Outra figura importante na manutenção das lendas célticas era o bardo; aquele que, através de suas músicas, difundia os feitos de bravura dos heróis do passado. Desse ponto de vista a cultura celta não foi uma cultura histórica - do ponto de vista que não teve história escrita (ainda que os celtas possuíssem formas rudimentares de escrita, baseadas em traços verticais e horizontais). Suas histórias eram transmitidas oralmente, e os bardos eram particularmente bons nisso já que, uma vez que suas histórias eram musicadas, tornava-se fácil lembrar das palavras exatas que a compunham. Além disso, eles podem ter sido considerados uma espécie de profetas. Os historiadores Estrabo descreveu-os como "vates", palavra que significa inspirado, estasiado. É bem possível que a sociedade céltica tivesse, além da religião taumatúrgica e ritualística dos druídas, um elemento de comunicação estásica com o Além.


A Conversão dos Druidas


O Cristianismo se espalhou com muita facilidade pelas regiões célticas como a Gália, Bretanha, Grã-Bretanha e Irlanda. A presença se faz notar desde o século II, mas mais intensamente a partir do século IV. Vários mosteiros são abertos. São Colombano fundou mosteiros em Annegray no Vosges, em Luxeit na Borgonha, e até em Bobbio na Lombardia. São Patrick (ou São Patrício) é o santo padroeiro da Irlanda. Vários manuscritos da Idade Média contam a sua lenda. Nascido possivelmente em 390 ou 415 (não há certeza sobre as datas), ele não tem origem irlandesa, mas grã-bretã. Quando jovem, foi raptado por piratas e tornado escravo na Irlanda. Liberto seis anos depois, se torna sacerdote e depois bispo, quando decide responder a um chamado divino para converter os seus sequestradores. Desembarca em Ulster. Querendo implantar uma rede de discipulos, se dirige as escolas druidas e subtrai os melhores alunos para transformá-los em bispos. Em geral, isso acontece tranquilamente, mas se encontra oposição de algum sacerdote celta, São Patrick lhe propõe um combate singular de práticas mágicas para ver qual é o mais forte. Evidentemente com a ajuda de Deus, ele sempre ganha. Um dia, ele sobe ao topo de uma montanha no condado de Mayo e ordena que todas as serpetes abandonem a Irlanda e elas jamais voltaram para lá. E, desde então, oficialmente, em cada ultimo domingo do mês de julho, multidões de irlandeses galgam o monte Croagh Patrick para render homenagem ao santo fundador.


Resquícios Modernos


Os modos e as crenças celtas tiveram um grande impacto na atualidade das regiões em que se encontravam. Conhecimentos sobre a religião pré-cristã ainda são comuns nas regiões que foram habitadas pelos celtas, apesar de agora estarem diminuindo. Adicionalmente, muitos santos não-oficiais são adorados na Escócia, como Saint Brid na Escócia (Brigid, na Irlanda), uma adaptação cristã da deusa de mesmo nome. Vários ritos envolvendo peregrinações a vales e poços considerados sagrados aos quais creditam propriedades curativas têm origem celta.


19 de mar. de 2010

Os Celtas



OS CELTAS




Celtas é a designação dada a um conjunto de povos,um etnónimo, organizados em múltiplas tribos, pertencentes à família linguística indo-europeia que se espalhou pela maior parte do oeste da Europa a partir do segundo milénio a.C.. A primeira referência literária aos celtas (Κελτοί) foi feita pelo historiador grego Hecateu de Mileto no século VI a.C..
Boa parte da população da
Europa ocidental pertencia às etnias celtas até a eventual conquista daqueles territórios pelo Império Romano; organizavam-se em tribos, que ocupavam o território desde a península Ibérica até a Anatólia. A maioria dos povos celtas foi conquistada, e mais tarde integrada, pelos Romanos, embora o modo de vida celta tenha, sob muitas formas e com muitas alterações resultantes da aculturação devida aos invasores e à posterior cristianização, sobrevivido em grande parte do território por eles ocupado.
Existiam diversos grupos celtas compostos de várias tribos, entre eles os
bretões, os gauleses, os escotos, os eburões, os batavos, os belgas, os gálatas, os trinovantes e os caledônios. Muitos destes grupos deram origem ao nome das províncias romanas na Europa, as quais que mais tarde batizaram alguns dos estados-nações medievais e modernos da Europa.
Os celtas são considerados os introdutores da
metalurgia do ferro na Europa, dando origem naquele continente à Idade do Ferro (culturas de Hallstatt e La Tène), bem como das calças na indumentária masculina (embora essas sejam provavelmente originárias das estepes asiáticas).
Do ponto de vista da independência política, grupos celtas perpetuaram-se até pelo menos o
século XVII na Irlanda, país onde por seu isolamento, melhor se preservaram as tradições de origem celta. Outras regiões europeias que também se identificam com a cultura celta são o País de Gales, uma entidade sub-nacional do Reino Unido, a Cornualha (Reino Unido), a Gália (França, e norte da Itália), o norte de Portugal e a Galiza (Espanha). Nestas regiões os traços linguísticos celtas sobrevivem nos topônimos, nalgumas formas linguísticas, no folclore e nas tradições.
A influência cultural celta, que jamais desapareceu, tem mesmo experimentado um ciclo de expansão em sua antiga zona de influência, com o aparecimento de música de inspiração celta e no reviver de muitos usos e costumes conhecidas hoje como
Celtismo.

As origens dos povos celtas são motivo de controvérsia, especulando-se que entre 1900 e 1500 a.C. tenham surgido da fusão de descendentes dos agricultores danubianos neolíticos e de povos de pastores oriundos das estepes.Esta incerteza deriva da complexidade e diversidade dos povos celtas, que além de englobarem grupos distintos, parecem ser a resultante da fusão sucessiva de culturas e etnias. Na península Ibérica, por exemplo, parte da população celta se misturou aos iberos, o que resultou no surgimento dos celtiberos.
Todavia, estudos genéticos realizados em
2004 por Daniel Bradley, do Trinity College de Dublin, demonstraram que os laços genéticos entre os habitantes de áreas célticas como Gales, Escócia, Irlanda, Bretanha e Cornualha são muito fortes e trouxeram uma novidade: a de que, de entre todos os demais povos da Europa, os traços genéticos mais próximos destes eram encontrados na península Ibérica.
Daniel Bradley explicou que sua equipe propunha uma origem muito mais antiga para as comunidades da costa do
Atlântico: pelo menos 6000 anos atrás, ou até antes disso. Os grupos migratórios que deram origem aos povos celtas do norooeste europeu teriam saído da costa atlântica da península Ibérica nos finais da última Idade do Gelo e ocupada as terras recém libertadas da cobertura glacial no noroeste europeu, expandindo-se depois para as áreas continentais mais distantes do mar.
O geneticista
Bryan Sykes confirma esta teoria no seu livro Blood of the Isles (2006), a partir de um estudo efectuado em 2006 pela equipe de geneticistas da Universidade de Oxford. O estudo analisou amostras de ADN recolhidas de 10.000 voluntários do Reino Unido e Irlanda, permitindo concluir que os celtas que habitaram estas terras, — escoceses, galeses e irlandeses —, eram descendentes dos celtas da península Ibérica que migraram para as ilhas Britânicas e Irlanda entre 4.000 e 5.000 a. C.
Outro geneticista da Universidade de Oxford,
Stephen Oppenheimer, corrobora esta teoria no seu livro "The Origins of the British" (2006). Estes estudos levaram também à conclusão de que os primitivos celtas tiveram a sua origem não na Europa Central, mas entre os povos que se refugiaram na península Ibérica durante a última Idade do Gelo.
Estudos feitos na
Universidade do País de Gales defendem que as inscrições encontradas em estelas no sudoeste da península Ibérica demonstram que os celtas do País de Gales vieram do sul de Portugal e do sudoeste de Espanha.



Língua


As línguas célticas derivam de dois ramos indo-europeus do grupo denominado centum: o celta-Q (goidélico), mais antigo, do qual derivam o irlandês, o gaélico da Escócia e a língua manx da Ilha de Man, e o celta-P (galo-britânico), falado pelos gauleses e pelos habitantes da Bretanha, cujos descendentes modernos são o galês (do País de Gales) e o bretão (na Bretanha). Os registos mais antigos escritos numa língua celta datam do século VI a.C..
As informações hoje disponíveis sobre os celtas foram obtidas principalmente através do testemunho dos autores greco-romanos. Isto não permite traçar um quadro completo e imparcial do que foi a realidade quotidiana desses povos. O chamado "alfabeto das árvores" ou
Ogham surgiu apenas por volta de 400 d.C.
Edward Lhuyd, em 1707, identificou uma família de línguas, ao notar a semelhança entre o irlandês, o bretão, o córnico e o galês e a extinta língua gaulesa, as quais classificou como línguas celtas. Lhuyd justificou o uso da expressão pelo fato de estas pertencerem à mesma família linguística do gaulês e a língua gaulesa e a maioria das tribos gaulesas terem sido chamadas de celtas.
Fontes clássicas e arqueológicas atestam que os celtas faziam uso limitado da escrita.
Júlio César, no De Bello Gallico, comentou que os helvécios usavam o alfabeto grego para registar o censo da população e que os druidas recusavam-se a registar por escrito os versos, mas que faziam uso do alfabeto grego para as transações públicas e pessoais.Diodoro disse que nos funerais os gauleses escreviam cartas aos amigos, e jogavam-nas na pira funerária, como se elas pudessem ser lidas pelos defuntos. Já Ulpiano determina que os fidei comunis podiam ser escritos em gaulês, entre outras línguas, o que gerou especulações de que no século III esta língua ainda seria escrita e falada.
O alfabeto
ibérico foi usado para registar o celtibéro, uma língua celta da península Ibérica. O alfabeto de Lugano e Sondrio foi usada na Gália Cisalpina e o alfabeto grego na Gália Transalpina. Variações do alfabeto latino foram usadas na península Ibérica e na Gália Transalpina.Estudos colocam a hipótese de haver uma relação entre as inscrições de Glozel e um dialecto celta.
[
editar] Cultura
As manifestações artísticas celtas possuem marcante originalidade, embora denotem influências asiáticas e das civilizações do
Mediterrâneo (grega, etrusca e romana). Há uma nítida tendência abstrata na decoração de peças, com figuras em espiral, volutas e desenhos geométricos. Entre os objetos inumados, destacam-se peças ricamente adornadas em bronze, prata e ouro, com incisões, relevos e motivos entalhados. A influência da arte celta está ainda presente nas iluminuras medievais irlandesas e em muitas manifestações do folclore do noroeste europeu, na música e arquitectura de boa parte da Europa ocidental. Também muitos dos contos e mitos populares do ocidente europeu têm origem na cultura dos celtas.
Alguns
estereótipos modernos e contemporâneos foram associados à cultura dos celtas, como imagens de guerreiros portando capacetes com chifres e ou asas laterais (vide Asterix), comemorações de festas com taças feitas de crânios dos inimigos, entre outros. Essas imagens se devem em parte ao conhecimento divulgado sobre os celtas durante o século XIX.
Diógenes Laércio, na sua obra Vidas e doutrinas dos filósofos ilustres, comenta que a origem do estudo da filosofia era atribuída aos celtas, (entre outros povos considerados bárbaros). O conhecimento da filosofia era atribuído aos druidas e aos semnothei.
Massalia era um conhecido centro de aprendizagem onde os celtas iam aprender a cultura grega, a ler e a escrever.
Entre os eruditos da antiguidade de origem celta ou oriundos das regiões celtas são conhecidos
Gneu Pompeu Trogo, Marcelo Empírico, Públio Valério Catão, Marco Antônio Gnífon,Cornélio Galo, Rutílio Cláudio Namaciano,Virgílio, Vibius Gallus Tito LívioCornélio Nepos e Sidônio Apolinário.

Organização social

A rainha Maeve e um druida (ilustração de Stephen Reid para The Boys' Cuchulainn de Eleanor Hull, 1904).

A unidade básica de sua organização social era o clã, composto por famílias aparentadas que partilhavam um núcleo de terras agrícolas, mas que mantinham a posse individual do gado que apascentavam.
Com base em estudos efectuados na Irlanda, determinou-se que a sua organização política era dividida em três classes: o rei e os nobres, os homens livres e os servos, artesãos, refugiados e
escravos. Este último grupo não possuía direitos políticos. A esta estrutura secular, agregavam-se os sacerdotes (druidas), bardos e ovados, todos com grande influência sobre a sociedade.
Mais recentemente foram apresentadas novas perspectivas sobre a celtização do Noroeste de
Portugal e a identidade étnica dos Callaeci Bracari. No país, os povoados castrejos do tipo citaniense apresentavam características similares às dos povoados celtas. A citânia de Briteiros é exemplo de um povoado com características celtas, sendo, porém, necessário tomar esta designação no seu sentido lato: isto é - seria o local de habitação das numerosas tribos celtizadas (celtici). Tongóbriga é um sítio arqueológico situado na freguesia de Freixo, também antigo povoado dos Callaeci Bracari.


Religião



Os celtas exaltavam as forças telúricas expressas nos ritos propiciatórios. A natureza era a expressão máxima da Deusa Mãe. A divindade máxima era feminina, a Deusa Mãe, cuja manifestação era a propria natureza e por isso a sociedade celta embora não fosse matriarcal mesmo assim a mulher era soberana no domínio das forças da natureza. A religião celta era politeísta com características animistas, sendo os ritos quase sempre realizados ao ar livre. Suspeita-se que algumas das suas cerimônias envolviam sacrifícios humanos. O calendário anual possuía várias festas místicas, como o Imbolc e o Belthane, assim como celebrações dos equinócios e solstícios.
Embora se saiba que os celtas adoravam um grande número de divindades, do seu culto hoje pouco se conhece para além de alguns dos nomes. Tendo um fundo animista, a religião celta venerava múltiplas divindades associadas a atividades, fenômenos da natureza e coisas. Entre as divindades contavam-se
Tailtiu e Macha, as deusas da natureza, e Epona, a deusa dos cavalos. Entre as divindades masculinas incluíam-se deuses como Goibiniu, o fabricante de cerveja, e Tan Hill, a divindade do fogo. O escritor romano Lucano faz menções a vários deuses celtas, como Taranis, Teutates e Esus, que, curiosamente, não parecem ter sido amplamente adorados ou relevantes.
Algumas divindades eram variantes de outras, refletindo a estrutura tribal e clânica dos povos celtas. A esta complexidade veio juntar-se a plêiade de divindades romanas, criando novas formas e designações. É nesse contexto que a deusa galo-romana dos cavalos, Epona, parece ser uma variante da deusa Rhiannon, adorada em Gales, ou ainda Macha, que era adorada na região do Ulster.
As crenças religiosa dos celtas também originaram muitos dos mitos europeus. Entre os mais conhecidos está o mito de Cernunnos, também chamado de Slough Feg ou Cornífero na forma latinizada, comprovadamente um dos mitos mais antigos da Europa ocidental, mas do qual pouco se conhece.
Com a assimilação no
Roma, os deuses celtas perderam as suas características originais e passaram a ser identificados com as correspondentes divindades romanas. Posteriormente, com a ascensão do Cristianismo, a Velha Religião foi sendo gradualmente abandonada, sem nunca ter sido totalmente extinta, estando ainda hoje presente em muitos dos cultos de santos e nas crenças populares assimilados no cristianismo.
Com a crescente secularização da sociedade europeia, surgiram
movimentos neo-pagãos pouco expressivos, que buscam a adaptação aos novos tempos das crenças do paganismo antigo, sendo alguns dos principais representantes a wicca e os neo-druidas, que embora contenham alguns elementos celtas, não são célticos, nem representam a cultura do povo celta.
A wicca tem sua origem na obra de
ocultistas do século XX, como Gerald Brousseau Gardner e Alesteir Crowley. Já o neo-druidismo não tem uma fonte única, sendo uma tentativa de reconstruir o druidismo da Antiguidade, tendo sua estruturação sido iniciada em sociedades secretas da Grã-Bretanha a partir do século XVIII.


Mitologia



Consideram-se três as fontes principais sobre a mitologia celta, os autores greco-romanos, a arqueologia, e os documentos britânicos e irlandeses.
São riquíssimas as narrativas mitológicas celtas, principalmente as transmitidas oralmente em forma de
poema, como "O Roubo de Gado em Cooley". Nesta, o herói irlandês Cú Chulainn enfrenta as forças da rainha Maeve para defender o seu condado. Outra narrativa, do Livro das Invasões (Lebor Gabala Erren), conta a lenda dos filhos de Míle Espáine e o seu trajecto até chegarem à Irlanda.
Outros legados dos celtas são as histórias do
Ciclo do Rei Artur da Inglaterra e relatos míticos dos quais se originaram os contos de fadas, como, por exemplo, Chapeuzinho Vermelho (onde a menina representa o Sol devorado pela noite do inverno, ou seja, o lobo).


Tribos e povos celtas


Brácaros
Bretões
Batavos
Brigantinos
Calaicos
Caledônios
Celtiberos
Célticos
Gauleses
Eburões
Escotos
Pictos
Trinovantes
Deusa mãe


Figuras históricas


Ambiorix
Ambrósio
Boadicéia
Breogam
Cartimandua
Cassivellaunus
Catelo
Cunobelin
Vercingétorix



Cidades históricas


Armagh
Caerphilly
Cardiff
Carmarthen
Numantia
Tara
Tintagel
Porto





Fonte: Wikpedia